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Conheça as principais dificuldades visuais

Postado em | 13/07/2017

Podemos dizer que as dificuldades visuais (também chamadas de ametropias) são ocasionadas por erros de refração em decorrência de alguma imperfeição encontrada em nossos olhos. No olho normal (emétrope), os raios de luz convergem sempre para o ponto ideal para a formação das imagens que é a retina, conforme desenho abaixo:

Olho normal, emétrope


Miopia


É como denominamos o erro de refração em que a imagem focaliza antes de chegar na retina. Isto pode acontecer porque o olho é mais comprido (o mais freqüente) e ou porque as lentes do olho (córnea e cristalino) tem alto poder refrativo. A conseqüência é a dificuldade de ver à distância, tanto maior quanto maior o grau de miopia.
O uso de correção óptica não muda a evolução do grau de miopia, conforme crença popular. O que as lentes fazem é colocar a imagem no foco correto. A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia. A opção cirúrgica se reserva aos pacientes com mais de 18 anos (até esta idade é quase regra a mudança de grau), que satisfazem determinados critérios.

Olho míope


Hipermetropia


A hipermetropia ocorre quando o olho é mais curto do que o normal. Esse formato faz com que as imagens sejam focadas atrás da retina em vez de na própria retina. Essa condição normalmente é hereditária.
Diferentemente do que o nome indica, pessoas hipermétropes têm uma visão embaçada a qualquer distância - a menos que façam um esforço constante para manter o foco, o que pode causar tensão, dores de cabeça e fadiga ocular. Na verdade, bebês e crianças normalmente têm um pequeno grau de hipermetropia; à medida que seus olhos crescem e se alongam, a condição se corrige de forma natural, normalmente até os sete ou oito anos. Alguns adultos jovens permanecem hipermétropes e não se dão conta disso, porque possuem flexibilidade suficiente em seu poder de foco para corrigir a condição sem a ajuda de óculos ou lentes.

Olho hipermétrope


Presbiopia


Popularmente chamada de síndrome do braço curto, é a diminuição da capacidade do olho de focalizar de perto em função da idade que ocasionada a perda do chamado poder de acomodação.
Inicia-se, na maioria das pessoas, a partir dos 40 anos de idade. Os sintomas iniciais são de cansaço e cefaléia e as pessoas procuram afastar os objetos para ver melhor.
Com o passar do tempo a falta de visão para a leitura fica patente. Nessa fase, conforme cada caso, se prescreverá um óculos só para a leitura ou um óculos que tenha foco para leitura e para a distância. Com o passar da idade aumenta essa dificuldade para perto sendo necessária a mudança de grau com mais freqüência (cada ano e meio em média).
Essas visitas mais freqüentes ao oftalmologista são de grande utilidade para a prevenção de doenças importantes como glaucoma e retinopatias, que acontecem principalmente após os quarenta anos de idade. A dificuldade de ver funciona como lembrete do exame oftalmológico, oportunizando o diagnóstico precoce dessas doenças.
A alternativa ao uso de óculos, para a presbiopia, é o uso de lentes multifocais ou bifocais. Ainda não existe nenhuma cirurgia para corrigir a presbiopia (houveram técnicas experimentais, mas não deram os resultados esperados).

Síndrome do Braço Curto


Autismo


Quem sofre de astigmatismo enxerga os objetos de forma borrada, como se as imagens estivessem desfocadas. Isso acontece devido a uma irregularidade da córnea, que faz com que o raio de luz sofra um desvio antes de atingir a retina, parte do olho que recebe os estímulos visuais.
Os efeitos do astigmatismo podem ser corrigidos com o uso de óculos, lentes de contato ou mesmo cirurgia.
Como o astigmatismo pode vir associado a outros problemas como hipermetropia ou miopia, os casos em que se pode aderir à cirurgia são bastante variáveis...


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